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| foto de 2018 - Congonhas |
A Moqueca Capixaba
#ForaDaCorrida
A primeira vez que comi uma moqueca capixaba foi quando levado pelo nosso irmão Marcello Silva ao tradicional restaurante Pirão, em Vitória. Nunca mais esqueci dos sabores fumegantes da panela de pedra e seu caldo borbulhante.
Naquele almoço dos anos 90, Marcello me contou que havia um trem que rumava de Vitória a Belo Horizonte, pelos vales, sugerindo que programássemos essa viagem para uma visita aos amigos, em comum, de Minas Gerais. Tal viagem nunca aconteceu, mas a possibilidade de fazê-la ficou arquivada em alguma gaveta do meu cérebro.
Tempos depois, meu amigo Marcello voltou para o Rio, seu lugar, e hoje respira a mesma brisa que eu, embora não o veja faz tempo.
Em 2018, eu quis conhecer as cidades históricas de Minas. Então, programei passar primeiro em Vitória para revisitar a moqueca fumegante e o Convento da Penha. Na manhã seguinte pegar, enfim, o trem para Minas Gerais.
Deu certo, no entanto não recomendo a longa e entediante viagem de trem.
Ver de perto os adornos de ouro das igrejas mineiras e os profetas de pedra sabão é outra história que não vou contar agora.
Voltando à moqueca do Restaurante Pirão, já tentei fazer algo parecido em casa: nota 5, apenas... É que as coisas têm segredos, que os curioso nunca saberão. Melhor é simplesmente provar o que temos no prato e se sentir privilegiado por isso.
Confesso ao leitor, que não era nada disso que eu pensava escrever no início deste texto, mas é melhor viver assim: na Graça de Deus, sem programar!
O texto não precisa de mim! #
Bira.
22.05.26










